Em Hong Kong, um estudo publicado na prestigiada revista Nature, detalha a criação de um protótipo biomimético ocular que apresenta uma retina hemisférica feita a partir de uma matriz de nanofios de alta densidade que é o equivalente à máquina dos fotorreceptores encontrados no olho humano. Esse novo recurso pode trazer “super visão” em robôs e talvez, eventualmente, em humanos também.

A pesquisa é do professor Fan Zhiyong da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong junto com seus colegas. Fan inspirou-se em programas de ficção científica e filmes e teve a ideia para esse protótipo em 2012, segundo a universidade. A idéia de um olho robótico que ofereça recursos de visão melhores do os oferecidos naturalmente não é novidade, de certa forma criar esse tipo de produto não é fácil.

A parte mais complicada de imitar o olho humano é sua forma arredondada, por esse motivo, os “olhos” artificiais atualmente em uso apresentam superfícies planas, permitindo imitar apenas parcialmente a retina no olho humano.

“Em 2012, tive a idéia de usar nanofios e circuitos eletrônicos externos para permitir sensores de alta densidade em superfícies curvas”, explicou o professor Fan. “O protótipo biomimético ocular resultante, com a distância entre as hastes sensoras minimizada para três micrômetros, possui 30 vezes mais sensores na retina artificial do que o olho humano real”.

Podemos chamar esse recurso de ‘tecnologia super humana’, capaz de captar imagens de alta resolução. A equipe planeja que o olho artificial seja usado em robôs médicos projetados para cuidar de pacientes. Se forem encontrados materiais biocompatíveis que possam ser usados ​​para o olho, o protótipo poderá até abrir o caminho para uso em pacientes com deficiência visual.

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