Ainda não está claro se as tarifas que Trump propôs para os EUA vão se tornar concretas, a relação entre os países atualmente gera uma serie de incertezas, ainda os custos que crescem cada vez mais na China só da mais motivos para que empresas migrem suas produções para outros lugares.

A Dell e a HP estão impulsionando suas produções de notebooks para cerca de 30% fora da China, de acordo com um relatório do Nikkei Asian Review. A Lenovo, Acer e Asus estão analisando a situação até porque não se sabe a proporção que as mudanças podem afeta-las.

Produtos como consoles também podem começar a se afastar da produção chinesa. A Microsoft, Sony e a Nintendo são as mais cotadas entre as empresas que querem mudar suas produções de local. É provável que a produção dessas empresas vá para outros países no sudeste da Ásia e na Índia.

Na semana passada a Sony, Microsoft e Nintendo escreveram uma carta conjunta (via Daniel Ahmad no Twitter ) em oposição às tarifas propostas pelo governo Trump. As três empresas dizem que as tarifas sobre produtos importados da China causariam “danos desproporcionais” a empresas e consumidores nos Estados Unidos.

Aumentos de preço potencialmente resultantes das tarifas “provavelmente colocarão um novo console de videogame fora do alcance de muitas famílias americanas que esperamos estar no mercado para um console nesta temporada de festas”, segundo a carta.

As tarifas de Trump afetaram o mercado de hardware para PCs, e os fabricantes de consoles argumentam que os efeitos sobre a indústria de games seriam ainda maiores. “Mais de 96% dos consoles importados para os Estados Unidos foram fabricados na China” e “isso causaria uma interrupção significativa na cadeia de fornecimento para transferir totalmente o suprimento para os Estados Unidos ou um terceiro país e aumentaria os custos, custo das tarifas propostas, sobre produtos que já são fabricados sob condições de margem apertada.”

Se o custo dos consoles aumentar significativamente o suficiente para reduzir as vendas de consoles, “os danos aos milhares de desenvolvedores de jogos e acessórios baseados nos EUA que dependem das vendas de consoles para gerar demanda por seus produtos seriam igualmente profundos”.

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