Na cúpula do G20 de ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Huawei estava agora autorizada a comprar a tecnologia dos fornecedores do país mais uma vez. Essa notícia foi uma surpresa para muitos, já que a empresa chinesa só havia sido adicionada à “Lista de Entidades” do Departamento de Comércio dos Estados Unidos no mês passado, proibindo efetivamente que ela se envolvesse em qualquer tipo de negociação com empresas americanas sem aprovação do governo.

Agora, o diretor do Conselho Econômico Nacional, Larry Kudlow, esclareceu que o levantamento da proibição só se aplica a produtos amplamente disponíveis em todo o mundo.

Em entrevista à Fox News hoje, Kudlow enfatizou que as preocupações com a segurança nacional permaneceriam na linha de frente, e que esse movimento não deveria ser considerado uma anistia geral.

“Há muitos serviços de tecnologia, serviços relacionados a telecomunicações, que, na verdade, você pode encontrar em mercados gerais, e não achamos que tenha implicações na segurança nacional”, observou ele.

Além disso, abordando as preocupações dos senadores republicanos em relação à posição de Trump, ele disse que a Huawei não será removida da “chamada” Lista de Entidades e que as licenças não serão concedidas para quaisquer serviços que possam levantar problemas de segurança. Em vez disso, somente as mercadorias dos EUA que estão amplamente disponíveis e podem ser obtidas de outros países poderão ser compradas. Como exemplo, Kudlow mencionou produtos sendo vendidos por fabricantes de chips dos EUA.

O funcionário da Casa Branca disse que as principais preocupações em torno da Huawei ainda existem, e que essa licença de compra deve ser considerada apenas temporária. “Vamos nos endereçar totalmente à Huawei, não até o fim das negociações comerciais”, insistiu ele. Como tal, o futuro da Huawei nos Estados Unidos ainda permanece envolto em dúvidas.

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